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Seu pé está coçando depois de ir para a roça? Cuidado, pode ser o velho bicho-de-pé

Método de extrair bicho de pé com ajuda de uma agulha é usado há décadas e ainda recomendado nos dias de hoje

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Podologia
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Método de extrair bicho de pé com ajuda de uma agulha é usado há décadas e ainda recomendado nos dias de hoje

O bicho-de-pé é um pequeno parasita que entra na pele, principalmente nos pés, onde se desenvolve rapidamente.

Trata-se de uma infecção da pele causada por uma pequena pulga, chamada de Tunga penetrans, que é capaz de se infiltrar e viver por várias semanas na pele, causando uma pequena lesão que pode inflamar e causar sintomas como dor, coceira e vermelhidão.

Para tratar esta infecção, é necessário remover este parasita da pele, de preferência num posto de saúde, com uma agulha estéril, entretanto, podem ser usados cremes à base de cânfora ou vaselina salicilada, para facilitar o tratamento.

Ou ainda opções de remédios, como o Tiabendazol ou Ivermectina em comprimido ou pomada, por exemplo, orientados pelo médico em casos de necessidade.

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Entretanto, a única forma de controlar e evitar novas infecções é através da prevenção, evitando-se andar descalço em solos com areia e lama, e não frequentar ambientes com lixo e pouco saneamento.

Principais sintomas

A infecção causa lesões que ocorrem principalmente nas plantas dos pés, ao redor da unhas e nos espaços entre os dedos, apesar de também acontecer nas mãos ou em qualquer outro local do corpo.

Já nos primeiros 30 minutos após penetrar na pele, o parasita produz sintomas iniciais, como uma mancha avermelhada de cerca de 1 mm e leve dor local. Em seguida, os sintomas que podem surgir na pele ao longo dos dias são:

Erupção na pele, com um ponto preto no centro e branco à volta;

Coceira;

Dor e desconforto;

Presença de secreção transparente ou amarelada, caso haja inflamação ou infecção local.

Após cerca de 3 semanas, e após ter expelido todos os ovos, o parasita pode sair espontaneamente ou ser morto e eliminado pelo sistema imune, entretanto pode deixar resíduos que podem permanecer por meses na pele.

Para diagnosticar e confirmar a presença do bicho-de-pé, o médico ou enfermeiro apenas deve avaliar as características da ferida, não sendo necessário outros exames.

Como se pega

Os locais onde habitam os ovos e parasitas que causam bicho-de-pé são, principalmente, os solos com areia e pouca luminosidade, como próximo a quintais, jardins, chiqueiros ou a montes de esterco. A pulga mede cerca de 1 mm e pode, também, estar nos pêlos de cães e ratos, se alimentando do seu sangue.

Quando a fêmea está cheia de ovos, ela procura se penetrar na pele de outros animais hospedeiros, como o porco ou as pessoas, onde fica infiltrada, deixando a parte posterior para fora, que dá origem ao ponto preto da lesão, para poder eliminar os ovos e as fezes.

Durante este período, que dura 2 a 3 semanas, a fêmea pode atingir o tamanho de uma ervilha devido ao desenvolvimento dos ovos, que vão sendo liberados para o exterior.

Após isto, o inseto morre, sua carapaça é expelida e a pele volta a cicatrizar, e os ovos depositados no ambiente tornam-se larvas em três a quatro dias, que irão crescer e virar novas pulgas que podem voltar a infectar mais pessoas.

Como evitar pegar

Para prevenir o bicho-de-pé, deve-se sempre usar calçados fechados em locais com areia e por onde passam muitos animais domésticos, como cães e gatos.

Além disso, é importante levar animais domésticos ao veterinário para avaliar se eles estão infectados com a pulga do bicho-de-pé, e iniciar o tratamento adequado para que a doença não passe para as pessoas.