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​Sacramento em alerta após 427 notificações e 226 confirmações de dengue

Na cidade houve, também, três suspeitas – já descartadas – de zika vírus

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Prefeito de Sacramento, Bruno Cordeiro (Foto Circuito Regional)

O número crescente de casos de dengue em Sacramento (cidade que tem 25 mil habitantes e fica a 105 km de Franca) até fevereiro de 2016 vem assustando os moradores da cidade, que questionam o atendimento público de saúde. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foram 427 notificações e 226 casos confirmados até o último dia 19. Houve, também, três suspeitas – já descartadas – de zika vírus. Contudo, a Prefeitura informou que, diante da situação, medidas estão sendo tomadas para combater a doença.

Os atendimentos são realizados nas unidades de saúde com a hidratação e medicamentos próprios para cada caso. A cidade oferece ainda cinco Estratégias de Saúde da Família (ESF) e o atendimento no Pronto Socorro da Santa Casa. A situação chegou a ser deflagrada como surto. 

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Para quem enfrentou a doença este ano, o atendimento público foi um problema a mais. Na casa da manicure Kátia Gomes de Faria, no Bairro Alto Boa Vista, a dengue foi detectada na filha de 15 anos, o sogro de 69 e a sogra de 59, todos pela primeira vez e em janeiro.

“O atendimento está péssimo. A gente vai na Santa Casa e fica por cerca de cinco horas esperando para ter médicos, pois é só um no Pronto Socorro atendendo urgência e emergência. Eles passam paracetamol e às vezes dão soro, quando atendem. Eu acho que precisava de mais atenção, pois eles raramente pedem exames e depois de dois dias a pessoa volta e aí sim eles fazem exames. Eles falam que é virose e liberam”, afirmou a manicure.

Prefeitura aponta soluções
O secretário municipal de Saúde, Adriano Magnabosco, destacou que a atenção aos casos começa antes mesmo do atendimento médico. Ele disse que existe uma crescente de casos.

“Estamos com cinco frentes de trabalho: com a associação de moradores, fazemos o repasse de informações através de panfletagem de casa em casa; temos o trabalho de agentes de endemia com os agentes comunitários que é de visitas casa a casa e tratando onde tem larvas. Temos também o fumacê realizado diariamente com o carro do estado. O serviço de limpeza em que limpamos e recolhemos entulhos de tudo que retém água nos terrenos e casas da cidade e a última é a educação em saúde, em que fazemos teatros e panfletagem em salas de aula, instituições de ensino”, afirmou.

Cesar Colleti

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