Na última terça-feira (22), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu novo levantamento para a safra 2020 de café no Brasil, estimada em 61,6 milhões de sacas de 60 kg. O volume apurado pela estatal reforça o posicionamento que o Conselho Nacional do Café (CNC) adotou ao longo do ciclo cafeeiro, de que não haveria uma supersafra no Brasil e que o total produzido seria suficiente para honrar os compromissos com as exportações, que devem ficar ao redor das 40 milhões de sacas, com um insumo interno na casa de 21 milhões de sacas.
De acordo com o presidente do CNC, Silas Brasileiro, notícias de que o Brasil colheu uma supersafra de café e que não tem onde armazená-la constituem uma verdadeira especulação mercadológica. “Sempre observamos esta movimentação que visa, principalmente, a depreciar o produto nas negociações. Mas esses atores esquecem que tirar competitividade e, consequentemente, a renda dos produtores, gerará um impacto em médio e longo prazo no equilíbrio, hoje existente, entre oferta e demanda”, analisa.
Brasil tem capacidade de armazenamento
A safra brasileira de café deste ano foi positiva no que diz respeito a volume – é a segunda maior colheita da história, ficando atrás apenas de 2018 – e, em especial, qualidade. As questões climáticas na época da colheita, com quatro meses praticamente sem incidência de chuvas, favoreceram o andamento dos trabalhos.




