O estado de São Paulo deve fechar o
ano com uma produção de 5,8 milhões de sacas de café, o que representa um
aumento de 29,6% em relação ao ano passado, de acordo com as estimativas do
Instituto de Economia Agrícola (IEA), da Secretaria de Agricultura e
Abastecimento. “A bebida resultante desta safra está sendo classificada como de
alto grau de excelência”, disse o agrônomo Celso Luis Rodrigues Zegro,
pesquisador do IEA.
Ele explicou que, normalmente, a
cultura cafeeira é alternada entre uma safra de bom rendimento e outra de
menos. Neste ano, já se previa melhor desenvolvimento do fruto e o resultado
teve ainda a ajuda do clima favorável. “Não choveu durante a colheita e
combinado isso com a florada uniforme, adubação e pulverização certa, a
maturação dos frutos levou a um bom resultado”.
O pesquisador disse que desde o ano
de 2000, uma das principais regiões produtoras, a de Franca, responsável por
44,7% do total do estado, vem retomando, gradativamente, as lavouras cafeeiras,
que antes tinham sido substituídas por canaviais ou por áreas de pastagens
entre outras culturas. Das 7,5 mil propriedades da região, 4 mil se dedicam ao
café, abrangendo uma área plantada de 70 mil hectares. Em média, são
produzidas, anualmente, 30 milhões de mudas e 4 milhões de pés têm sido
renovados.
Em São Paulo destaca-se ainda a
produção da região de São João da Boa Vista, o equivalente a 18,8% do total
paulista. Nessa localidade, a média anual costuma ser estável pela
característica das fazendas situadas em montanhas onde não são afetadas por
mudanças climáticas.




