Mães e pais sabem bem
que, junto com o frio, costumam vir várias doenças respiratórias, da
simples gripe aos ataques de asma e outras condições. E os
números e filas de hospitais comprovam esse aumento.
Para se ter ideia, o
atendimento em prontos-socorros dos hospitais mais do que triplicou entre
fevereiro e maio.
Isso ocorre por
vários motivos. “A inalação constante do ar gelado e seco irrita as mucosas das
vias aéreas, e essa inflamação local facilita a entrada de vírus e bactérias
que podem provocar infecções”, explica o pneumologista pediátrico Paulo Kussek,
chefe do serviço de Pneumologia do Hospital Infantil Pequeno Príncipe. Para
quem já tem um quadro alérgico, como asma e rinite, esse efeito é ainda mais
sentido, e as crises aumentam de incidência.
Quando estamos falando de crianças pequenas, há um
componente extra nessa história. “Abaixo dos sete anos, o organismo está
mais suscetível à doenças pois o sistema imunológico ainda está aprendendo a
lidar com os vírus e bactérias”, explica Kussek. E quanto mais novo o filho,
maior essa fragilidade.




