Na
terça-feira, a Câmara de Franca participará de um momento ímpar
de sua história político-administrativa. Os vereadores poderão
abrir uma Comissão Processante, um procedimento que poderá levar à
cassação do mandato do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), acusado
de ter cometido crimes contra a Lei de Licitações e de
Responsabilidade.
A
acusação partiu dos vereadores Márcio do Flórida (PDT) e Daniel
Radaeli (PMDB), membro da Comissão Especial de Inquérito que apurou
os contratos entre a Prefeitura de Franca e o ICV (Instituto Ciências
da Vida), que forneceu médicos para os prontos-socorros municipais e
apresentou diversas irregularidades no período.
Caso
a denúncia seja aceita e o processo de cassação instaurado, em 90
dias o prefeito poderá ter que deixar o cargo. Na terça-feira, caso
ocorra a aprovação, serão sorteados três membros para compor a
comissão. Dos 15, Marco Garcia (PPS) não poderá fazer parte por
ser o presidente da Câmara. Há um embate jurídico interno sobre
eventual impedimento também dos vereadores Márcio, Radaeli e
Donizete Mercurio, que integraram a CEI, o que deve ser definido até
a terça.
Um
vereador sorteado só pode declinar de compor a comissão
processantes se já fizer parte de outra comissão especial. Como não
há nenhuma aberta, não existe essa possibilidade. Também serão
sorteados três vereadores para a suplência da comissão.




