Há 100 anos a expectativa de vida humana era no máximo 40 anos. É possível perceber um salto, visto os 74 atuais no Brasil.
A modernidade parece bipolar, porém isto não é uma afirmativa de que um dos polos é certo e o outro errado.
De um lado um frenesi, que, parece acreditar que tudo está certo, Deus faz tudo, a perfeição mora aqui, etc.
De outro lado: Sombras, Inquietação, Dúvida.
As inovações da medicina estão possibilitando tal longevidade, porém é notável que os 74 anos busquem tantas coisas sem encontrar e sempre esperam encontrar da mesma forma de quando se vivia até os 40, porque se busca fora o que está dentro, no íntimo do SER. Por outro lado o ponto fértil do lado sombrio, investigativo, pode ser percebido a partir do momento em que são criadas soluções para as enfermidades.
Questionamentos clássicos da humanidade: Como ser feliz?; De onde vim?; Pra onde vou?;
A busca por Resultados e Felicidade segundo os estereótipos, faz perceber que o ser humano busca com as próprias mãos a escravidão. Segundo Epicuro – filósofo grego – “o prazer é não ser escravo do desejo”.
Talvez, enxergar que tudo e todos estão perdidos e que existem coisas tão mais importantes frente às máximas e jargões corporativistas de que a “A vida é Bela”, “Acorde Sorrindo”, abre-se um espaço para a visão clara de que o mundo não é tão bom e se melhorar o que não é bom, com pessoas que não são tão boas quanto tentam ou parecem ser o mundo apenas estará sujeito a “estragar mais.”
Fato este, comprovado pela ampliação dos problemas ambientais, aceleração desordenada de crescimento, aumento dos problemas emocionais e consumo de psicotrópicos, corrupção (EM TODOS OS NÍVEIS. DE SUA CASA AO GOVERNO FEDERAL), entre tantos outros fatos.
Se os jargões corporativistas, estratégias e metas fossem a favor dos resultados e felicidade, a maioria das pessoas dariam os resultados esperados e seriam felizes. É sensato ser um pouquinho infeliz.
É tempo de conhecimento para fazer, e, querer fazer. Atropelar o tempo é insano, abraçar o absoluto também. Cabe a nós adotar um meio termo criativo em nossas atitudes, não tomados como regras e adaptados a cada situação. Não é a quantidade das coisas que fazemos e sim o equilíbrio entre a certeza e a dúvida aliados à tecnologia, que, em nossos tempos, não faltam. Fazer mais vai estragar. Fazer mais com inteligência vai curas, depois estabilizar a saúde corporativa e social e depois pensar em evolução, que, nem sempre é crescimento. É você? Está disposto a esperar? Ou a pressa vem drenado sua qualidade de vida?
*Essa coluna é semanal e atualizada às quartas-feiras.



