A secretaria de Saúde do governo Alckmin (PSDB) decidiu, neste sábado (6), ampliar a vacinação contra a febre amarela para todo o Estado, após a confirmação de três casos novos na Grande São Paulo – com duas morte em Mairiporã.
A secretaria disse ainda que a decisão de estender a vacinação para todo o Estado segue critérios “epidemiológicos, com a priorização de áreas com corredores ecológicos”.
A estratégia, a partir de agora, será a de disponibilizar doses concentradas – aquelas com validade por toda a vida – em áreas de risco. As fracionadas, que imunizam por até nove anos, serão aplicadas nas demais regiões do Estado.
De 2017 até agora, foram confirmados 27 casos de febre amarela silvestre em humanos. Destes, 12 pessoas morreram. As mortes foram registradas nas cidades de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lúcia, São João da Boa Vista, Itatiba e Mairiporã.
A secretaria informou ainda que localizou ao todo 2.588 primatas mortos entre julho de 2016 e dezembro de 2017. Exames laboratoriais confirmaram a contaminação por febre amarela em 595 primatas mortos.
A transmissão da febre amarela para os macacos é feita pelo mosquito haemagogus, comum na mata. Os primatas, apesar de hospedeiros do vírus, não o transmitem à população – quem o faz são os mosquitos Aedes aegypti, após picarem alguém já infectado.
A imunização não é indicada para gestantes, mulheres que estão amamentando crianças e nem para pacientes que fazem quimioterapia, radioterapia e tomam corticoides em doses elevadas, como os que têm lúpus, por exemplo.



