
Estima-se que até 2020, os acidentes de trânsito passarão da 9ª para a 3ª posição no ranking mundial de carga global de doença, medida em anos de vida ajustados por incapacidade. Anualmente, estima-se que 50 milhões de pessoas sofram lesões relacionadas a acidentes de transporte terrestre, resultando em cerca de 1,3 milhão de mortes; 62% estão concentrados em 10 países. O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial, precedido pela China, Índia, Rússia e Estados Unidos. No Brasil, a taxa de mortalidade no trânsito variou de 18-22,5 mortes/100 mil habitantes, de 2000 a 2010. Anualmente, o número de mortes e feridos graves ultrapassa 150 mil vítimas e o total de despesas relacionadas a acidentes gira em torno de 15 bilhões de dólares 2,3.
E Franca faz parte desta estatística. Só este ano, foram mais de 290 acidentes com vítimas, segundo as estatísticas da SSP (Secretaria de Segurança Pública). A maioria das ocorrências em razão de falha humana e o excesso de velocidade está entre os principais fatores de risco no trânsito, de acordo com o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que um aumento de 5% na velocidade média amplia em cerca de 10% os acidentes envolvendo lesões e de 20% a 30% as colisões fatais. Segundo a organização, o risco de um pedestre adulto morrer se atingido por um carro a menos de 50 km/h é de 20%. Porém, a chance de letalidade sobe para 60% se a pessoa for atropelada a 80 Km/h.




