Polícia Civil e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investigam fraudes em pagamento de diárias na Câmara Municipal de Sacramento (cidade mineira a 105 km de Franca e Nova Ponte, no Alto Paranaíba (distante 190 km de Franca).
De acordo com a Polícia, alguns vereadores são suspeitos de apropriar indevidamente valores de diárias e falsificar documentos para justificar compromissos.
Segundo a assessoria de comunicação da Câmara de Sacramento que informou que o Legislativo e o presidente do órgão, não têm conhecimento sobre o caso. Na Câmara de Nova Ponte as ligações não foram atendidas.
Investigação em Sacramento
De acordo com a Polícia Civil, seis dos nove vereadores de Sacramento são investigados de apropriar indevidamente valores de diárias e falsificar documentos para justificar compromissos.
O delegado responsável pelo caso preferiu não dar entrevista e disse que o inquérito segue em sigilo e por isso o nome dos suspeitos não serão informados.
Os parlamentares podem ser indiciados por falsidade ideológica e peculato (desvio de dinheiro público). O promotor de Justiça titular da Primeira Promotoria de Justiça da Comarca de Sacramento, José do Egito de Castro Sousa, não quis falar sobre o caso.
Em Nova Ponte
O delegado que investiga os crimes em Nova Ponte, Eduardo Alves Garcia, contou que na cidade cinco vereadores são suspeitos de apresentarem requerimentos de diárias sem comprovantes, utilizarem comprovantes falsos e receberem diárias para participar de eventos políticos partidários.
“A investigação aponta que em alguns casos os parlamentares viajavam e usavam as diárias que têm direito, porém falsificavam documentos para preencher a folha de ponto. É como se conseguissem estar em dois lugares ao mesmo tempo, viajando e trabalhando na Câmara”, explicou o delegado.
As investigações em Nova Ponte começaram após uma denúncia realizada há cerca de seis meses. A Polícia Civil disse que testemunhas foram ouvidas e provas foram anexadas ao inquérito. A prisão preventiva dos cinco investigados foi solicitada pela Polícia e aceitas pelo MPMG, porém a Justiça indeferiu o pedido. A investigação segue em sigilo.



