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Sem Ananias, Governo Gilson perde força para negociar com servidores

Servidores, categoria com 4.8 mil trabalhadores, têm pedidos que devem pesar no caixa da Prefeitura

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Sebastião Ananias, agora ex-secretário de Finanças e Governo, e que acumulava também a Secretaria de Recursos Humanos, seria, sem dúvida, um grande trunfo do prefeito Gilson de Souza na negociação que está prestes a começar para definir o reajuste salarial dos servidores públicos da Prefeitura.

Duro, mas leal, e dominador dos números que podem ser colocados à mesa de negociação sem comprometer as finanças públicas, Ananias, com certeza, seria de fundamental importância para Gilson de Souza, porque o prefeito não tem ninguém em seus quadros para ir ao enfrentamento, pois, com certeza, a pressão será grande.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais estava à espera do chamado para a primeira negociação, mas com a saída de Ananias, as lideranças ainda não sabem quem será o interlocutor por parte do Governo.

Em uma segunda Assembléia Geral marcada para esta quarta-feira (22) na sede do Sindicato, a saída de Ananias deverá ser analisada quanto a seu peso político. Na primeira, apenas 40 servidores apareceram.

Os servidores caminham para uma pedida de 11,5%, compostos por 3º de aumento real e mais 8.5% de reposição da inflação.

O argumento é que a Prefeitura usou este índice (8.5%) para reajustar ISS e IPTU em 2017.

O comprometimento da folha de pagamentos da Prefeitura era um item que preocupava especialmente o ex-secretário. Qualquer índice que for dado além da reposição da inflação tem que sair de rigoroso cálculo.

Ananias tem a dívida da Prefeitura na ponta do lápis e não se tem idéia se quem for o negociador em seu lugar teria conhecimento técnico e firmeza política para não ceder além do que a Prefeitura pode.

Pode estar aí, mais um dos muitos pepinos que têm aparecido à frente do prefeito e que se pode tornar mais um, onde a indecisão e a falta de experiência podem colocar em risco o futuro de seu governo. 

Cesar Colleti

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