Uma das possibilidades é que o Executivo apresente um abono aos professores, a exemplo do que fez o governo estadual
O prefeito Alexandre Ferreira deu um passo atrás e retirou, nesta segunda-feira, o projeto de lei que seria votado amanha e que previa a aplicação de R$ 12 milhões na compra de notebooks e um terreno para a Secretaria de Educação.
A verba para isso é do Fundeb, repassada pelo governo federal, que não foi gasta pela Prefeitura pelas vias normais, com planejamento e gradativamente.
Para não ter que devolver o dinheiro e passar por incompetente, o Executivo francano arrumou formas de “queimar” os recursos. A medida não obteve o apoio esperado na Câmara e acabou adiada pelos vereadores.
Não que a compra de notebooks não seja importante, mas se fosse prioridade poderia ter sido feita ao longo do ano.
Assim como a compra de um terreno de particular, por mais de R$ 5 milhões, sendo que o município possui várias áreas, inclusive na periferia, que podem abrigar casas-creches.
Abono
Informação de bastidor, de fonte ligada ao gabinete do prefeito Alexandre Ferreira, afirma que o dinheiro poder se transformar, ao invés de notebooks ou terreno, em abono para os professores da rede municipal de Educação.
Segundo a fonte, tem sido grande a pressão de servidores e do Sindicato da categoria para que o município faça o pagamento do abono, a exemplo do que fez o governo do Estado.
Mas há grande resistência, de acordo com a fonte, inclusive do próprio Alexandre, com um possível descontentamento do restante dos servidores públicos com o “privilégio” apenas para a área da Educação.



