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Sem ecologia Celac no Equador agora pode ser furada

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22 Presidentes (inclusive do Brasil) e primeiros-ministros de toda a América Latina e Caribe já estão rumo a Quito, capital do Equador, para a quarta cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), Quito já confirmou a presença das 33 delegações dos países-membros da Celac  com os Presidentes e premiês: os temas oficiais serão a integração regional, o combate à pobreza e a redução das desigualdades na região, a partir de um avanço da economia nesta região do planeta. Porém, na atualidade, não se pode dissociar mais os problemas econômicos dos ecológicos sob pena de não se conseguir soluções estruturais e sustentáveis. Em toda a América latina a questão socioambiental, extremamente grave em todos estes países, não está em pauta e assim, a Celac, segundo especialistas, pode ser furada já a partir desta omissão. Em todos estes países, muitos cientistas e ecologistas, assim como a gente nos blogs Folha Verde News e Flash de Ecologia, damos este alerta, na expectativa de mudar a tempo e fundamentalmente o conteúdo dos debates.


Sem o debate dos problemas ambientais o debate da economia fica insustentável e só protocolar

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A biodiversidade da América Latina é a mais abundante do mundo, abriga inúmeras espécies de plantas e animais, masexiste uma crise ambiental causada por diferentes fatores: industrialização, contaminação e uso inapropriado e excessivo de recursos naturais, desequilibrando os mais variados ecossistemas, algo que influi diretamente também no contexto dos problemas econômicos destes países. A seguir um Raio X desta questão. Uma grande quantidade de incêndios florestais ocorre pela criação de espaços para a agricultura e pecuária através da destruição da superfície florestal pelo desmatamento e queimadas. A ecologia da região está fortemente afetada por usos nocivos das áreas silvestres: caça, queima, dano de habitat, permitidos em sua maioria por autoridades ou donos de terras de maneira irresponsável, prejudicando as cadeias alimentares e por seguinte o ecossistema. Os excessos de práticas de pesca, construção, exploração de petróleo, entre outras, acarretam na extinção de mais de mil espécies ao ano.  falta de normas específicas referentes à contaminação do ar cujas fontes são a indústria em geral e veículo automotivos, além de ter sérias repercussões ambientais com a deterioração da camada de ozônio, está gerando graves problemas de saúde humana que são em nível continental e mundial. As águas residuais, tanto do setor agrícola como da indústria, contaminam os rios afetando a água potável, gerando enfermidades em humanos e a morte de organismos que habitam estes importantes espaços aquáticos. Práticas agrícolas não regulamentadas fazem com que haja a erosão do solo, afetando sua fertilidade e a qualidade da água. O impacto combinado destas crises locais, agravadas pelo aquecimento global, conduz a secas, inundações, ondas de calor, elevação da maré e derretimento de geleiras e placas de gelo, podendo levar os sistemas naturais e as sociedades que dependem deles a uma situação limite, em breve, uma situação que têm influência estrutural na vida econômica da América Latina, a solução sustentável passa por um novo modelo de desenvolvimento que equilibre ações econômicas e ecológicas.

A economia verde ou o desenvolvimento sustentável é o tema mais urgente da atualidade

Amanhã aqui neste microblog de Ecologia mais informação e para você onde quer que você esteja, muita paz, Padinha!

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região