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Sem fiscalização, mercados ainda vendem lâmpadas incandescentes proibidas

Restrição à utilização das lâmpadas incandescentes começou no ano de 2012

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Proibida desde o último dia 30/06 em todo o País, as lâmpadas incandescentes ainda podem ser compradas em alguns estabelecimentos visitados nesta semana pelo Jornal da Franca

Alguns comerciantes, com os produtos em estoque, preferem correr o risco de a fiscalização aparecer. Alguns acreditam que num primeiro momento não haverá multa, apenas orientação por parte dos fiscais. 

Presente durante décadas na vida de milhões de residências brasileiras, as lâmpadas incandescentes deixam, em definitivo, de fazer parte do cotidiano da população a partir de agora, mais precisamente neste mês, quando passou a vigorar a proibição para a importação, a comercialização e a fabricação deste tipo de lâmpada em todo País. 

Embora seja um dos ícones da história da energia, a restrição à utilização das lâmpadas incandescentes começou em 2012, como reflexo do avanço de novas tecnologias mais eficientes. 

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Naquele ano, o governo federal iniciou a proibição da venda de equipamentos com potência superior a 150 W. No ano seguinte, os modelos entre 100W e 60W foram retirados das prateleiras e, em 2014, entre 60W e 40W. Agora, a legislação eliminou do mercado as lâmpadas com potência inferior aos 40 W.

O principal ganho para a população com a substituição das lâmpadas é a economia financeira a longo prazo. 

Uma lâmpada incandescente, em média, tem uma vida útil de 750 horas, ao passo que as fluorescentes têm 6 mil horas e as de LED podem passar das 25 mil horas.

A economia de energia pode chegar até 85% no comparativo entre os equipamentos incandescentes e os de LED. Já uma lâmpada fluorescente gera uma economia de até 75% se comparada com um modelo comum que produz a mesma luminosidade.

As lâmpadas incandescentes emitem cerca de 5% da energia que consomem em luminosidade, sendo que o restante é transformado em calor. 

Por isso, esta lâmpada não é um equipamento eficiente. O calor emitido também contribui para aumentar a temperatura do ambiente, colaborando para o maior uso de ar-condicionado e refrigeradores durante os meses do verão.

Outro ponto é relacionado à cor da luz. Com a evolução da tecnologia, alguns equipamentos de LED já conseguem se aproximar do tom mais amarelado, associado ao maior conforto, produzido pelas lâmpadas incandescentes, não deixando os ambientes tão brancos, uma das principais queixas de muitos consumidores. 

Com a inserção de novos produtos no mercado, a tendência é de que a composição dos ambientes fique cada vez mais agradável e possa reproduzir qualquer tipo de iluminação que antecedeu a tecnologia de LED.

Cesar Colleti

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