O prefeito Gilson de Souza (DEM) tem demonstrado um pífio poder de articulação com os vereadores de Franca. As derrotas na Câmara vão se acumulando, mesmo tendo ele uma base “virtual” com pelo menos 11 vereadores. Virtual, porque na prática até mesmo a base tem contestado o seu governo.
Nesta terça-feira, um projeto despretensioso de Adermis Marini (PSDB) desencadeou um desgaste desnecessário ao prefeito de Franca. O projeto previa uma autorização – e não imposição – para que a Prefeitura emitisse carteirinhas de estacionamento preferencial a entidades que cuidam de pessoas com deficiência na cidade.
O projeto não cria custos, não gera problemas para o governo e até mesmo Gilson poderia tirar algum capital político com a aprovação. Mas, aparentemente, pelo fato de ser um projeto do opositor Adermis, houve uma tentativa de protelar a votação.
Orientado diretamente pelo gabinete, Pastor Otávio (PTB) pediu o adiamento do projeto dizendo que a emissão da carteirinha não é prevista por lei específica de trânsito. O problema é que o projeto simplesmente “autoriza” o município a fazer e não impõe.




