
O prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) não conseguiu a promessa de votos dos vereadores até então “aliados” ao seu governo, para barrar, hoje, na Câmara Municipal, a instalação de uma Comissão Processante (CP) que pode levá-lo a ser cassado.
Ontem foi um dia de notícias ruins para o Prefeito. À tarde ele recebeu a informação de que perdeu três votos praticamente certos: os dos vereadores do PSB, que estariam sendo obrigados pelo partido a atenderem a orientação partidária de acatarem o pedido de instalação da CP.
Ontem à tarde, o presidente do PSB local, Cezar Vilela, após estar na Câmara e se encontrar com a bancada pessebista, informou que o partido fechou questão e que os três vereadores – Luiz Carlos Vergara, Luís Antônio Cordeiro e Claudinei da Rocha – irão votar favoravelmente à instalação da CP (Comissão Processante).
Outra informação extra-oficial é de que o vereador Vergara, atual líder do Prefeito, deve anunciar, na quarta-feira, sua saída do cargo que ocupa desde março do ano passado, considerando concluída sua missão e diante do fato de que Alexandre Ferreira e o PSB tomarão caminhos antagônicos nas eleições municipais.
Além dos três vereadores pessebistas, que eram votos firmes no Plenário em favor de Alexandre Ferreira, ele percebeu também, nos últimos dias, o distanciamento dos vereadores Zezinho Cabeleireiro (PPS), Adermis Marini (PSDB) e Pastor Otávio Pinheiro (PTB).
Os três já se declararam a favor da abertura da Comissão Processante. Adérmis se desgarrou do Gabinete ainda em 2014, após ter sido o primeiro líder de Alexandre na Câmara.
Os votos que o prefeito contabiliza são insuficientes para que ele barre a instalação da Comissão Processante proposta em relatório pela CEI dos Prontos Socorros e cujo pedido foi formalizado pelo radialista Marcelo Teixeira, o Bomba. A instalação depende de oito votos.
Estão definidos os votos favoráveis à instalação do processo, dos dois autores do relatório da CEI (Márcio do Flórida e Delegado Radaeli), do também tucano Adermis Marini, dos desafetos do prefeito, de Valéria Marson e Marcelo Valim (PSD), de Nirley de Souza (PP), Pastor Otávio e Josivaldo Bahia (ambos do PTB), Zezinho Cabeleireiro (PPS), além dos três do PSB, Vergara, Cordeiro e Claudinei.
Alexandre teria o voto apenas dos vereadores Laercinho (PMDB) e Donizete da Farmácia (PSDB). Marco Garcia (PPS), presidente da Câmara, só declara voto se houver necessidade de desempate, o que não seria o caso, há menos que haja traições, como as percebidas na votação do processo de impeachment de Dilma, no domingo passado.
A CEI acusa o prefeito de crimes contra a Lei de Licitações e de Responsabilidade Fiscal durante o período de contrato com o ICV (Instituto Ciências da Vida), que forneceu serviços médicos para os prontos-socorros de Franca.
O relatório fina da CEI foi assinado por Márcio do Flórida e Delegado Radaeli, mas o terceiro membro, vereador Donizete da Farmácia (PSDB) optou por isentar o prefeito em relatório separado.



