quinta-feira, 18 jun 2026 ☀ Franca/SP 22°C
DólarR$ 5,18▲ 0,0%
EuroR$ 5,98▲ 0,0%
Selic14,50%▲ 0,0%
BitcoinR$ 326 mil▲ 0,0%

Sequelas da Covid: dieta à base de plantas pode reduzir danos, diz estudo

Baixa ingestão de ingredientes de origem animal na alimentação pode auxiliar no tratamento das sequelas de covid-19

Compartilhar
Baixa ingestão de ingredientes de origem animal pode auxiliar no tratamento das sequelas de covid-19

 

A pandemia de Covid-19 transformou totalmente o modo de viver, em todos os cantos do planeta, sem exceção.

De uma hora para outra, hábitos comuns do dia a dia, como frequentar um shopping, ir até o cinema ou ver uma partida de futebol se tornaram atitudes arriscadas.

Tudo por causa da alta disseminação do coronavírus em locais que provocam aglomeração de pessoas.

Continua depois da publicidade

Desde o seu surgimento, o vírus sempre apareceu como um desafio para a sociedade, sobretudo para profissionais de saúde, cientistas e pesquisadores.

O primeiro passo foi entender as dimensões do problema e, logo após, produzir vacinas com eficácia para combater o coronavírus e evitar infecções graves de Covid-19.

Felizmente, essas vacinas foram descobertas em tempo recorde e, atualmente, o número de pessoas imunizadas contra a doença aumenta a cada dia.

Com isso, é nítido que o ritmo de contágio e o número de internações e mortes por Covid-19 já caiu consideravelmente.

No entanto, um novo problema parece ter criado outro desafio para os cientistas e pesquisadores: o Long Covid.

Trata-se de pessoas que, mesmo após se curarem da doença, apresentam alguns sintomas que prejudicam a qualidade de vida.

“O Long Covid consiste em uma série de sequelas deixadas pelos vírus que incluem, entre outras queixas, perda da massa muscular, cansaço físico e emocional, distúrbios do sono e psicológicos, como depressão e ansiedade, falta de ar, alterações de paladar e olfato e disfunções circulatórias, que podem ter várias consequências, desde a formação de pequenos coágulos até a queda de cabelos”, explica a Dra. Marcella Garcez, médica nutróloga e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

No entanto, um estudo publicado em setembro, pelo jornal acadêmico Public Health Nutrition, revelou indícios de que uma alimentação à base de plantas e com baixa ingestão de ingredientes de origem animal, pode ser fundamental para o tratamento dessas sequelas.

“Uma dieta rica em plantas proporciona uma redução no consumo de mediadores pró-inflamatórios, assim ajudando a diminuir a inflamação sistêmica prolongada associada as dores musculares e ao Long Covid. O consumo de antioxidantes também ajuda a controlar o quadro inflamatório através da neutralização dos radicais livres”, explica a médica.

De acordo com a Dra. Garcez, uma dieta à base de plantas pode ser caracterizada pelo alto consumo de frutas, vegetais, grãos integrais, legumes, leguminosas, ervas e sementes. Além de uma ingestão mínima de alimentos de origem animal, como carnes, ovos e laticínios.

A pesquisa apontou que o consumo de plantas pode auxiliar na redução de fadiga e no tratamento de transtornos psicológicos, desordens do sono e dor musculoesquelética.

Sequelas comuns que a Covid-19 pode deixar nas pessoas infectadas com a doença. Porém, de acordo com a médica, ainda é preciso ter cautela com o assunto.

“Apesar de já ser comprovado cientificamente que dietas baseadas em plantas promovem uma melhora geral da saúde do organismo, mais pesquisas são necessárias para confirmar a ação desse tipo de alimentação sobre as sequelas da Covid-19”, finaliza a Dra. Garcez.

*Informações Saúde em Dia