Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) apontou que as principais empresas produtoras de calçado do país tiveram cerca de 49% da sua força de trabalho parada nos últimos dias de maio devido ao desabastecimento gerado pela paralisação dos caminhoneiros. Em Nova Serrana, empresas tiveram que parar o serviço pelo mesmo motivo.
A pesquisa apontou, ainda, que cerca de 32% dos embarques de calçados já prontos para o comércio estavam parados no depósito das fábricas, aguardando condições favoráveis para serem transportados.
Em Nova Serrana, principal pólo do setor no Estado, o Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Calçados de Nova Serrana (Sindinova) informou que algumas empresas tiveram que parar o serviço de produção e programar férias coletivas devido ao grande número de produtos parados nas fábricas e a falta de matéria-prima.
Ainda segundo o Sindinova, outras empresas chegaram a demitir funcionários por conta das paralisações. Conforme os últimos dados disponibilizados pelo sindicato, a cidade tem 687 empresas atuantes no setor. Destas, 465 são fabricantes de calçados, 210 são fornecedores de matérias-primas e outras 62 são prestadoras de serviço que compõem o setor.




