
Calçadistas de todo o Brasil temem o fim de taxação criada pelo governo federal para frear o avanço do sapato chinês no País. O Sindicato da Indústria de Calçados de Jaú (Sindicalçados) é uma das entidades que pedem em Brasília a renovação de resolução que cobra US$ 13,85 para cada par chinês que entra no território nacional. Sem a medida, o preço do produto importado compete de forma desleal com o nacional – o chamado dumping (veja quadro).
A medida protecionista foi adotada provisoriamente em 2009 e passou a vigorar, por cinco anos, a partir de 2010. No ano passado, foi prorrogado por mais 12 meses, em caráter improrrogável, para que estudos demonstrassem a necessidade de manutenção da tarifação antidumping. Na próxima segunda-feira, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, decide se mantém ou não a cobrança.
Um dos diretores do Sindicalçados, Caetano Bianco Neto, participou ontem de série de reuniões nos ministérios que integram a Camex. O temor é o de que o órgão derrube a taxação – o que já teria sido sinalizado pelo Ministério da Fazenda.




