O ex-prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e seu ex-secretário municipal de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, foram condenados pela Justiça por improbidade administrativa cometida ao longo de seu último mandato à frente da Prefeitura de Franca.
O processo partiu do Ministério Público, que denunciou a contratação de médicos sem concurso público ou processo seletivo pela Prefeitura de Franca e ausência de justificativas para que a contratação fosse realizada.
Para o juiz Miguel Aurélio Pena, o ex-prefeito, com anuência do então secretário de Administração e Recursos Humanos, persistiram em “comprar o serviço” por mais de três anos, na mesma área de atividade, no caso a saúde, o que indica que o município não teve “organização suficiente para a gerência de suas necessidades, programando a realização de concurso público para preenchimento da função”.
Na sentença, o juiz explicou que a alegação da necessidade pelos réus visava o afastamento da responsabilidade pessoal. “Mas, se assim entendermos, configuraríamos completa “bagunça” na Administração, pois nem sequer se sabia quem era contratado para a prestação dos serviços, quem mandava ou ordenava. Na realidade, tem-se a formalização de um contrato de trabalho de forma ilegal e ao arrepio dos limites da lei”.




