Representantes do movimento sindical brasileiro entregaram na segunda-feira (25) ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), um documento contendo as reivindicações da classe trabalhadora. Líderes sindicais de Franca destacam a importância desse ato para o trabalhador.
A reunião realizada no Palácio do Jaburu teve a participação de dirigentes da Força Sindical, UGT, CSB e NCST.
Os sindicalistas defenderam a retomada do crescimento, da geração de emprego de renda e da preservação e ampliação dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais. Eles rejeitam uma reforma da previdência que mexa nos direitos dos trabalhadores.
Para Helder Sousa Gomes, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Franca e Delegado Regional da Força Sindical, a visita dos líderes foi importante para classe trabalhadora.
“O movimento sindical foi se posicionar e não aceitar perdas nos direitos já conquistados, uma vez que esta circulando nas redes sociais, que Temer poderia tirar esses benefícios. As centrais entregaram a ele um documento que também foi encaminhado para Dilma no começo de seu governo”, disse Sousa.

Segundo o secretário de Finanças do Sindicato dos Hoteleiros de Franca, Antônio Carlos de Alexandria (Baixinho), as quatro Centrais que estiveram presente demostraram a preocupação da classe trabalhadora com a crise.
“As centrais também estão cobrando mudanças no rumo da economia, para que o Brasil volte a crescer”, afirmou Baixinho.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Franca e Região, que congrega 27 cidades da região, Elaine Aparecida do Amaral também afirmou estar esperançosa com mudanças.
“O presidente da UGT, à qual somos filiados, Ricardo Patah, também participou da entrega da pauta e o Sinsaúde torce por mudanças. Os trabalhadores da Saúde tem pautas claras, como o piso salarial nacional e a jornada de 30 horas semanais”, disse Elaine Amaral.
Durante o encontro os sindicalistas entregaram um documento que contém as principais reivindicações dos trabalhadores.
Confira a íntegra do documento:
Excelentíssimo Senhor
Michel Miguel Elias Temer Lulia
Vice-presidente da República
O impasse institucional e o agravamento do cenário político que assolam o Brasil se desdobram em uma grave crise econômica. A inflação, juros estratosféricos, fechamento de milhares de fábricas e lojas do comércio, queda na renda, no poder de compra dos trabalhadores e o crescente desemprego travam todos e os setores produtivos.
Os brasileiros – principalmente os menos favorecidos economicamente – estão cansados do desajuste da economia. Nós, trabalhadores, destacamos a necessidade da imediata retomada do crescimento econômico, da geração de emprego, de renda e da preservação e ampliação dos direitos trabalhistas e das conquistas sociais.
Os trabalhadores anseiam por melhores condições na saúde, na educação, na segurança, de emprego e transporte, por um basta na corrupção e no uso indevido do dinheiro público, pelo fortalecimento das negociações coletivas e do financiamento da atividade sindical, com foco na organização e na representatividade.
O País que todos almejam será o resultado da discussão de uma ampla agenda. Um governo com uma agenda voltada para o desenvolvimento e para o crescimento econômico, para a distribuição de renda. O Brasil que queremos é resultado da seguinte agenda:
Implantação urgente de uma política de desenvolvimento nacional;
Mudanças e redirecionamento da política econômica;
Implantação urgente de uma política de desenvolvimento nacional;
Retomada, ampliação e adoção de políticas de geração de empregos, renda e direitos sociais;
Correção da tabela do Imposto de Renda;
Renegociação da dívida interna;
Fortalecimento e retomada do protagonismo histórico do Ministério do Trabalho e Emprego;
Criação de condições para o aumento da produção e da exportação;
Juros menores, voltados ao consumo e aos investimentos no comércio e na indústria;
Desenvolvimento de uma política que fortaleça a indústria nacional e reconstrua nosso parque industrial, voltada principalmente para os setores de infraestrutura, petróleo, construção civil e pesada;
Renovação da frota automotiva (caminhões, carros, ônibus, tratores e duas rodas);
Inclusão de representantes do capital e do trabalho no Comitê de Política Econômica do Banco Central;
Maior participação, de forma tripartite, nos Conselhos Representativos, da esfera federal;
Manutenção e ampliação dos programas voltados para a diminuição das desigualdades sociais;
Fortalecimento da política de valorização do salário mínimo como forma de distribuir renda;
Política de valorização e melhorias nos benefícios para os aposentados e pensionistas;
Não à retirada de direitos na Reforma da Previdência;
Mais investimentos em saúde, educação e transporte;
Desenvolvimento de uma política de valorização dos servidores públicos.
Antonio Neto – Presidente da CSB (Central Sindical Brasileira)
Paulo Pereira da Silva (Paulinho) – Presidente da Força Sindical
José Calixto Ramos – Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores
Ricardo Patah – Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)




