Crianças que mandam em
casa, xingam os pais, babás e professores, escolhem o que vão comer e definem
todas as escolhas da família: desde o que vai ser visto na televisão até qual é
o horário mais adequado para dormir sofrem da “Síndrome do Imperador”. São
pequenos “reis” criados sem orientação e limites. Mas o que fazer?
Para
Lilian Zolet, psicóloga, psicoterapeuta especialista em terapia
Cognitivo-Comportamental e autora do livro “Síndrome do Imperador: Entendendo a
Mente das Crianças Mandonas e Autoritárias”, impor limites não é simples e
errar nas tentativas é comum. “Quando os pais não conseguem orientar ou
dar limite aos comportamentos inadequados da criança estão na verdade
reforçando a atitude errada delas. Com isso, o filho aprende que pode ter tudo
o que deseja, no seu tempo e a seu modo, e que as pessoas irão servi-lo,
tornando-se um ‘imperador doméstico’”, explica a especialista.
Limite
do limite
Primeiro, os pais
precisam atentar-se ao tipo de infração que o filho realizou, o contexto da
situação e o estágio de desenvolvimento da criança. Quando os progenitores
“gritam”, “xingam”, “chantageiam”, “batem” ou diminuem a estima do filho, estão
ultrapassando a barreira da orientação e do limite saudável. Os efeitos dessa
atitude, quando realizada de maneira frequente, são crianças raivosas, ansiosas
e inseguras. Lembremos que as crianças são como “esponjas”, aprendem e modelam
seus comportamentos a partir dos exemplos das pessoas que convivem com elas,
principalmente dos pais.




