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Sinsaúde de Franca vê saldo positivo de contratações na Saúde em 2015

Setor de Saúde Privada em Franca e 16 municípios tem saldo positivo de contratações de 200 vagas

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O Presidente da Federação da Saúde, Edison Laércio e a presidente do Sinsaúde de Franca, Elaine do Amaral (Foto Sinsaúde)

Em outubro de 2015, o setor de saúde privada do estado de São Paulo fechou 1.641 vagas. Todavia, o resultado da movimentação do emprego não foi homogêneo e em muitos municípios o emprego ainda aumentou.

Segundo o Boletim “Trabalho na Saúde” do Dieese – Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas – fornecido à Federação da Saúde do Estado, do qual o Sinsaúde de Franca e Região é afiliado, em 2015 o setor de Saúde Privada em Franca e 16 municípios da região tem saldo positivo de contrações de 200 vagas. No ano, o saldo positivo é de 118 contratações no setor.

No mês de outubro, entretanto, o saldo foi negativo, segundo o Boletim: houve 131 admissões no setor privado de saúde, mas o desligamento de 141 (-13).

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No ano, a região de 17 municípios do Sinsaúde Franca contratou 1684 trabalhadores, desligando 1.484, marcando o saldo positivo de 200 postos de trabalho. Em 12 meses as vagas tiveram o seguinte comportamento, segundo o Dieese: 1.926 contratados e 1.808 desligados (+118).

A participação da base territorial do Sinsaúde de Franca e Região no emprego das entidades privadas e filantrópicas do setor é de 6.419 trabalhadores, o que corresponde a 0.9% do total de 704.972 empregados que o Estado de SP tem.

O Sindicato da Saúde de Franca e Região – Sinsaúde – tem uma base territorial de 17 municípios: Aramina, Buritizal, Cristais Paulista, Franca, Guará, Igarapava, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Miguelópolis, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Rifaína, Ribeirão Corrente, Ipuã e São José da Bela Vista.

ESTADO DE SÃO PAULO

A capital foi o município que mais demitiu (-1.543), seguida pela cidade de Cruzeiro (-45). Por outro lado, Paulínia foi o município com saldo mais positivo (92), seguida de Ribeirão Preto.

“É de conhecimento geral que grande parte do setor de saúde privada é dependente das receitas conveniadas com o SUS. Em função dessa dependência, o agravamento da crise econômica e da capacidade fiscal do Estado, com atraso de repasses e bloqueio de verbas, a “saúde financeira” de muitos hospitais (que nunca foi lá essas coisas) fica seriamente comprometida”, disse Luiz Fernando Alves Rosa, economista técnico do Dieese, responsável pelo estudo

Em outubro, das 18 bases sindicais acompanhadas, nove registraram queda do saldo do emprego. As quedas mais bruscas ocorreram no Sinsaúde São Paulo (-1.509), no Sindicato da Saúde de Osasco (-90) e no Sintrasaúde Santos (-62). Os resultados mais positivos se deram nas bases do Sinsaúde Ribeirão Preto, com 43 novas vagas, Sindicato da Saúde de Sorocaba, com 36 vagas e no Sindicato da Saúde de Piracicaba, com 28.

Em outubro, a remuneração média dos admitidos na saúde privada paulista foi de R$ 1.854,68, resultado 1,1% superior ao registrado em setembro.  Em outubro, o salário médio de admissão do Enfermeiro de nível superior ficou em R$ 3.416,51. Por sua vez, o salário de médio de admissão dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem ficou em R$ 1.629,26.

Portanto, como se observa, os salários médios de admissão subiram na média, sorte dos poucos privilegiados que foram contratados no mês, em contraste com a triste situação dos 1.641 trabalhadores que perderam suas ocupações.

Em outubro, “Técnicos e Auxiliares de Enfermagem” foi a ocupação que apresentou a maior participação na movimentação do emprego, respondendo por 21,5% das admissões e 20,8% dos desligamentos, e gerando um saldo negativo de 249 postos de trabalho. “Alimentadores de Linha de Produção” foi a ocupação que mais gerou empregos no mês, apenas 67 novas vagas.

O QUE É

O boletim Trabalho na Saúde é uma publicação mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, DIEESE, Subseção Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo que pretende apresentar aos dirigentes sindicais, da área de serviços de saúde privada e filantrópica, informações relevantes sobre o comportamento do mercado de trabalho, com carteira assinada, do setor.

Os dados são coletados junto ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, CAGED, do Ministério do Trabalho sem considerar os ajustes de declarações fora do prazo, permitindo, assim, comparações com períodos anteriores. As informações monetárias são sempre apresentadas em valores reais, corrigidos pela variação do INPC-IBGE.

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região