No governo do prefeito Gilson de Souza não há meio termo: ou as coisas demoram a acontecer ou acontecem rápido demais sem dimensionamento prévio das demais conseqüências.
Não se sabe se por aqueles mistérios insondáveis da máquina burocrática ou se alguém fez mesmo vistas grossas para a necessidade da urgente providência, eis ai um exemplo de como as coisas andam pelos lados da Prefeitura.
Somente ontem (23/02) exatos 54 dias depois de ser empossado como novo prefeito de Patrocínio Paulista, o médico José Mauro Barcelos – Dr. Mauro (PSDB) foi afastado do cargo que ocupava na Prefeitura de Franca.
Dr. Mauro, eleito em outubro e empossado em janeiro é médico ginecologista lotado na Secretaria de Saúde. Portanto, durante quase três meses pós-eleições, tanto o próprio médico quanto a Prefeitura sabiam da necessidade de seu afastamento.
Têm-se aqui uma situação inusitada. Enquanto prefeito, o médico exercia também a função (incompatível na forma da lei) de médico ginecologista na Prefeitura de Franca.
É provável que o prefeito de Patrocínio Paulista não tenha recebido duplo salário (como Chefe do Executivo e médico da Secretaria de Saúde de Franca), mas que o episódio é um exemplo da burocracia que impera no serviço público, não resta dúvida.
Mais curioso ainda é que a Portaria 096, assinada pelo prefeito de Franca, Gilson de Souza, trata do afastamento de José Mauro Barcelos de suas funções de médico, pelo período de 1º de fevereiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020, para exercer as funções do Cargo Eletivo de Prefeito do Município de Patrocínio Paulista.
A portaria, portanto, não tem o efeito retroativo à data em que o médico-prefeito foi empossado em Patrocínio Paulista.
É um verdadeiro samba do crioulo-doido, com perdão do trocadilho nestes tempos de Carnaval.



