
A Unidade de Pesquisa Clínica (Upeclin) da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) recebeu 100 doses do soro antiveneno, conhecido como soro antiapílico, que pode aumentar as chances de uma pessoa sobreviver a um ataque de abelhas.
O produto foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap) da Unesp de Botucatu em parceria com o Instituto Vital Brazil de Niterói – RJ.
O medicamento será aplicado por via intravenosa, em doses calculadas a partir do número de picadas. Assim, utilizando-se dos testes de soroneutralização, foi possível constatar que um mililitro (mL) do soro antiapílico é capaz de neutralizar 1,25 mg das frações tóxicas do veneno.
Quando um indivíduo adulto é picado por mais de 500 insetos, o corpo recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar lesões nos rins, fígado e coração, debilitando esses órgãos podendo levar o paciente ao óbito.
O paciente deverá ser encaminhado diretamente ao Pronto Socorro da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, onde será atendido pela equipe do professor Alexandre Naime Barbosa, do Departamento de Doenças Tropicais e Diagnóstico por Imagem, coordenador do ensaio clínico.
Por ordem da Anvisa, o soro não poderá ser transportado para outros locais, nem aplicado fora de ambiente hospitalar, a não ser nos Centros previamente aprovados por esta agência regulatória.
O soro também será utilizado no centro de pesquisas clínicas do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, SC, onde a instituição e a Unisul vão conduzir o estudo, inédito no mundo. As instituições integram a equipe que estuda o soro contra picadas de abelha africanizadas. Além de Tubarão, SC, e Botucatu, SP, Uberaba, MG, também realizará testes.
Veja reportagens em vídeo:
Assista ao vídeo do lançamento do soro na Reitoria da Unesp:



