Hoje, 12% de todas as armas registradas no Brasil estão no estado paulista. Grande parte delas foi parar na mão de criminosos. Mesmo sendo o estado mais rico da federação, São Paulo ainda não tem um banco de dados de comparação balística.
Arthur Aparecido, de cinco anos, morreu atingido na cabeça por uma bala perdida, na noite do Réveillon de 2018. Ele brincava no pátio de casa, na Zona Sul de São Paulo. A polícia concluiu que o tiro foi disparado para o alto, em comemoração à chegada do Ano Novo. Na época, a mãe do garoto, Valéria Aparecido, desabafou.
“Que fique de exemplo, para que essas pessoas malucas que acham graça ficar dando tiro por aí. Elas podem destruir uma família, como destruiu a nossa. Era só uma criança que estava brincando”
A bala que atingiu Arthur saiu de um revólver calibre 38, o tipo mais comum em São Paulo e também o mais roubado. Seis meses depois, o dono da arma de onde saiu o tiro que matou Arthur ainda não foi localizado.




