Apesar
de haver uma crença antiga e consolidada no poder antibacteriano da fruta vermelha
(também chamada de oxicoco no Brasil), o Instituto Nacional de Saúde e Excelência
em Cuidados da Inglaterra (Nice, sigla em inglês) diz que as evidências são insuficientes.
Em vez disso, o Nice sugere que pacientes com infecção urinária
bebam bastante água e se tratem com analgésicos. Eventualmente, pode ser
necessário tomar antibióticos, mas só se houver recomendação médica e se os
sintomas não diminuírem em 48 horas (ou se piorarem rápida e significativamente
em qualquer momento).
A
cautela com o uso desses medicamentos é pelo fato de muitas bactérias
causadoras da infecção urinária já serem resistentes a eles.
Em 2016, o serviço de saúde público britânico (NHS, na sigla em
inglês) destacou, em seu serviço de notícias, a existência de um estudo
indicando “modestos benefícios preventivos” de cranberry em mulheres
que sofriam constantemente de infecções do trato urinário. Mas ressaltou que,
além de a pesquisa ter sido financiada por uma produtora de suco, ela não
chegou a comprovar que a frutinha seja de fato “uma arma contra a
resistência a antibióticos”, como argumentava o estudo.




