A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
decidiu, nesta última terça-feira, 20 de fevereiro, conceder liberdade aos
irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do grupo J&F, presos preventivamente
desde setembro do ano passado, por determinação da Justiça Federal em São
Paulo.
Apesar da decisão, somente Wesley deve ser solto. Joesley deve continuar preso
em função de outro mandado de prisão, expedido no ano passado pelo ministro
Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A soltura de Wesley Batista foi decidida pelo STJ no
caso em que os irmãos são acusados crime de insider trading (informação privilegiada), sob a
suspeita de usarem informações obtidas por meio de seus acordos de delação
premiada, para vender e comprar ações da JBS no mercado financeiro.
No caso que tramita no Supremo, a prisão por tempo
indeterminado dos acusados foi requerida pelo ex-procurador-geral da República
Rodrigo Janot, após a anulação da imunidade penal que foi concedida por ele a
Joesley e Ricardo Saud, ex-diretor do J&F. O procurador concluiu que eles
omitiram informações à Procuradoria-Geral da República durante o processo de
assinatura do acordo de delação premiada.




