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SUS vai dar medicamento para tratamento da doença fenilcetonúria

Doença é rara e de origem genética, fazendo com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima no organismo

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O Ministério da
Saúde anunciou nesta quinta-feira, 03 de janeiro, a incorporação do medicamento
dicloridato de sapropterina, utilizado no tratamento da fenilcetonúria, ao
Sistema Único de Saúde (SUS).

O remédio deve estar
disponível na rede pública em até 180 dias e será ofertado a mulheres que
estejam em período pré-concepcional ou em período gestacional e que tenham
feito teste de responsividade positivo ao medicamento.

De acordo com a pasta, o uso do dicloridato de sapropterina para
o tratamento da fenilcetonúria é feito de forma complementar à realização de
dieta, com restrição de alimentos como carne, ovo, trigo e feijão, além do uso
de fórmula metabólica rica em aminoácidos, vitaminas e minerais. “Para
incorporar o medicamento ao SUS, foram realizadas discussões com profissionais
da saúde e especialistas que compõem a Comissão Nacional de Incorporação de
Novas Tecnologias ao SUS (Conitec)”, informou o ministério, por meio de nota.
“Além disso, também foi levado em conta as observações e sugestões da
população, sendo a maioria de pacientes e familiares dos portadores da doença.”

A fenilcetonúria tem
herança genética e faz com que o indivíduo nasça sem uma importante enzima
(fenilalanina-hidroxilase), dificultando o trabalho do organismo na quebra
adequada de moléculas de aminoácido presente em proteínas animais e vegetais (fenilalanina-FAL).
Os altos níveis desse aminoácido e de substâncias associadas a ele, no corpo,
exercem ação tóxica em vários órgãos, especialmente no cérebro.

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Números

Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria revelam que um em
cada 12 mil nascidos vivos é diagnosticado com fenilcetonúria. A doença é
identificada logo que a criança nasce, por meio do teste do pezinho. O exame
identifica outras cinco doenças: hipotireoidismo congênito, doença falciforme e
outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e
deficiência de biotinidase.

Cesar Colleti

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