Antes de acender o próximo cigarro, leia essa
notícia preocupante: o tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de
câncer de pulmão no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o
risco de surgimento da doença. Entre os 10% restantes, um terço é dos chamados
fumantes passivos, que não fumam, mas vivem ao lado de quem fuma (eles têm 30%
mais chance de ter câncer de pulmão).
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o
Brasil soma mais 28 mil novos casos de tumores pulmonares ao ano. Além disso, o
mau hábito aumenta as chances de desenvolver ao menos outros 13 tipos de
câncer: de boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado,
intestino, rim, bexiga, colo de útero, ovário e alguns tipos de leucemia.
Fique atento aos sintomas
A oncologista Mariana Laloni, do Centro Paulista de Oncologia (CPO), diz
que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas
relacionados ao próprio aparelho respiratório, tais como: tosse, falta de ar e
dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles
perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é
diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos.
Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado
o diagnóstico precoce da doença.



