Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que mais de seis milhões de mortes acontecem todos os anos no mundo devido ao tabagismo.
Com mais de 4,7 mil substâncias presentes em sua composição, o cigarro está relacionado a doenças do sistema cardiovascular, como infartos, derrames e acidentes vasculares cerebrais (AVC); além de cânceres de boca, pulmão e de laringe. As doenças respiratórias mais recorrentes e associadas ao tabaco são enfisemas pulmonares, bronquite, infecções respiratórias e até embolia pulmonar.
Os malefícios não são notados apenas a longo prazo, algumas alterações no organismo podem ser percebidas no cotidiano de quem fuma. “As decorrências podem aparecer imediatamente com o aumento da pressão arterial, alterações de glicemia, mudanças no olfato e no paladar, na textura da pele, queda de cabelos”, descreve Sérgio Pontes, da Aliança Instituto de Oncologia.
Estudos recentes constataram que o cigarro pode prejudicar até mesmo o canal auditivo causando, a longo prazo, zumbidos na região. A otorrinolaringologista Aliciane Mota explica que os fumantes são mais propensos a apresentarem otites – inflamações do ouvido – de repetição, rinites alérgicas, sinusites, faringites, câncer de boca e de laringe. “Aqueles que já sofriam com rinites e sinusites antes de fumar têm o quadro agravado com o tabagismo”, ressalta a médica do Instituto Brasiliense de Otorrinolaringologia (IBORL).




