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Tarifa de 50% dos Estados Unidos ameaça o calçados francano? Veja o que pode ocorrer

Muitas fábricas da cidade tem nos Estados Unidos o principal polo de exportação de calçados

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No início da semana, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemorou o crescimento de 24,5% nas exportações de junho, no comparativo com o mesmo mês do ano passado.

Principal destino das exportações brasileiras do setor, os Estados Unidos foram, justamente, o país que puxou o incremento, com crescimento de quase 40% no mesmo comparativo.

Hoje, com a carta enviada por Trump ao presidente Lula, em que anuncia a taxação de 50% para todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, a Abicalçados reporta surpresa e preocupação.

O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destaca a preocupação do setor com a tarifa anunciada, que poderá influenciar em cheio os calçadistas exportadores em Franca.

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“No primeiro semestre, estávamos, aos poucos, recuperando mercado nos Estados Unidos, apesar de todas as instabilidades. O anúncio do presidente Trump, com novas tarifas a partir do dia 1º de agosto, é um grande balde de água fria para o setor calçadista brasileiro”, lamenta. Ferreira, ressalta, ainda, que “os Estados Unidos, em linhas gerais, têm um déficit comercial, mas com o Brasil tem superávit, não justificando a medida”.

Exportações

Principal destino do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos receberam, em junho, um milhão de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 20,76 milhões, crescimentos tanto em volume (39,4%) quanto em receita (25,4%) em relação ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado do semestre, as exportações para os Estados Unidos somaram 5,8 milhões de pares e US$ 111,8 milhões, incrementos de 13,5% e de 7,2%, respectivamente, ante o mesmo ínterim de 2024.