Dias atrás, quando Donald Trump ameaçou taxar o aço e o alumínio brasileiro, acusações de protecionismo foram feitas ao presidente americano. Mas verdade seja dita, o Brasil também tem um longo histórico de imposição de tarifas de importação para proteger alguns setores domésticos. Em bom português popular: é o sujo falando do mal-lavado.
Pesquisadores do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ligado ao Ministério da Economia, analisaram o custo dessas tarifas extras para o consumidor brasileiro.
Mas o que isso significa? Se o preço internacional de um produto é R$ 100 e se a tarifa de importação aplicada a esse mesmo produto é de 20%, por exemplo, os consumidores pagarão R$ 120 pelo item.
Esse valor extra é o custo do protecionismo. O levantamento, elaborado pelos pesquisadores Fernando Ribeiro e Gerlane Gonçalves de Andrade, revela um número surpreendente: entre 2010 e 2016 quase R$ 1,3 trilhão (trilhão com t, mesmo) saiu do bolso dos brasileiros, em benefício de alguns setores produtivos.




