
Tranquilidade e vínculo. Que mãe não gostaria de oferecer ao seu filho tudo isso? A shantala, técnica de massagem milenar indiana, que foi trazida ao Ocidente pelo médico francês Frédérick Lebover, facilita isso com apenas um instrumento: o toque. Que o diga a auxiliar administrativo Franciele Pereira Lima, 33 anos. Ela descobriu a shantala há três meses e, desde então, aplica em seu primogênito Gustavo, sete meses. “Todos os dias eu e o Gustavo temos esse nosso momento, seja na parte da manhã ou à noite antes do banho. E esse é um dos momentos mais mágicos, deliciosos e intensos que eu e ele passamos juntos”, conta.
Baseada na yoga e na medicina ayurvédica, a shantala oferece uma lista enorme de benefícios, sendo o mais forte deles o contato prazeroso entre pais e filhos. A técnica – uma sequência de movimentos feitos através dos dedos e que passa por todos os chacras do corpo – ainda é pouco conhecida no Brasil, embora venha atraindo cada vez mais adeptos, como Franciele. “Eu e meu marido nos revezamos na shantala, pois entendemos ser importante fortalecer o vínculo entre o Gustavo com nós dois”, diz. E de fato, a prática não necessita ser conduzida apenas pelas mães. Os pais têm carta branca para estabelecer esse lindo contato familiar. “Os benefícios da shantala para os pais é proporcionar confiança em lidar melhor com o bebê, aumento da leitura dos sinais, além de dar a possibilidade de conhecer melhor o corpo do seu bebê, unindo mais os laços familiares”, explica a fisioterapeuta Simone Mendes, acrescentando que, para o bebê, os benefícios são inúmeros. “A shantala tonifica músculos e articulações, ativa a circulação sanguínea e atua como método preventivo de cólicas, insônia e falta de apetite, além de estimular a coordenação motora. Além disso, a massagem mexe muito com a autoestima da criança, inclusive, acredita-se que bebês que recebem as massagens tornam-se adultos mais equilibrados”, destaca.
Toques de amor




