
As fortes chuvas que estão caindo em Franca nos últimos dias estão agravando ainda mais a situação da represa do Castelinho. O local recebe grande quantidade de resíduos e água que descem dos bairros da região, provocando um processo conhecido como assoreamento.
Segundo laudo de um engenheiro contratado pelo clube, a área poderá ser totalmente tomada por lama em um prazo de dois anos. Berçário de peixes, a região da lagoa do Castelinho também hospeda diversos tipos de aves e capivaras.
Por causa de sério risco ambiental, técnicos da prefeitura, CONDEMA (Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável), SABESP e Polícia Ambiental realizaram uma vistoria no local. Eles percorreram toda a área e verificaram os estragos provocados pela água e lama que chegam. “A represa do Castelinho serve como um reservatório, mas agora está muito assoreada. É resultado da grande contribuição de material que desce dos novos empreendimentos que foram lançados aqui na região”, comentou Alex Henrique Veronez, presidente do CONDEMA.

Ainda segundo Alex, o assoreamento é um processo comum nos reservatórios, mas ele afirma que o grande número de empreendimentos que surgiu na região do Castelinho acelerou o problema. “Essa represa foi limpa em 2007 e o que estamos vendo hoje é que os novos loteamentos prejudicaram demais o processo aqui, deixando a lagoa em situação mais crítica do que naquele período que realizamos o desassoreamento”, disse.
Para o diretor do clube Matheus Rodrigues, a solução para o problema vai além do servido de dragagem. “A dragarem vai retirar o material que está no fundo, mas não adianta, vamos precisar de medidas que resolvam de vez o problema”, disse ele.
“Vamos propor soluções para os próximos loteamentos como as bacias de contensão que podem minimizar este impacto na represa do Castelinho”, finalizou Alex Henrique Veronez.



