Os brasileiros que se preparem: o governo Temer pretende intensificar nesta semana as negociações com os parlamentares para retomar a votação da reforma da Previdência. Uma das armas a serem utilizadas será o anúncio feito pela equipe econômica da ampliação na previsão de rombo nas contas neste e nos próximos três anos.
Mas a esperança de quem será prejudicado pela reforma são as metas do congresso, cada vez mais focado na reforma política, que precisa ser aprovada até o início de outubro e mexe diretamente com os interesses dos próprios parlamentares.
As articulações pela reforma da Previdência ficaram completamente paralisadas após o estouro da crise política com as delações dos executivos da JBS, que implicaram o presidente Michel Temer.
Com a rejeição da denúncia contra Temer pela Câmara dos Deputados, a intenção do governo é retomar as conversas pela aprovação das mudanças nas regras de aposentadoria e pensões no Brasil, que atacam o principal gasto no Orçamento do País.
Atualmente, o governo não tem os 308 votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma. Pelas contas da liderança do governo, se o projeto fosse votado hoje não teria mais de 220 votos a favor, número inferior aos já insuficientes 250 que estavam “apalavrados” antes do episódio JBS.



