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Prefeito Alexandre será o último a ser ouvido pela Comissão Processante

Nesta quinta-feira, CP da Câmara ouve mais 10 testemunhas além do Prefeito de Franca

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A Comissão Processante instaurada na Câmara Municipal de Franca para apurar o eventual cometimento de infrações político-administrativas pelo prefeito Alexandre Ferreira realizou, entre as oito e meia da manhã e sete e meia da noite desta quarta-feira, os primeiros depoimentos do processo que investiga problemas quanto à contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida) pelo município, entre os anos de 2014 e 2015, para os atendimentos de urgência e emergência dos prontos-socorros da cidade. Ao todo, nove pessoas foram ouvidas.

Foram ouvidos três denunciantes, cujas representações motivaram a abertura da Comissão Processante, além de testemunhas arroladas pelos membros da comissão. O primeiro a depor foi o radialista Marcelo Bomba. O prefeito se fez presente e foi acompanhado por dois advogados, mas ele próprio fez grande parte dos questionamentos.

Logo no início das perguntas, iniciou-se um bate-boca entre o radialista e o prefeito, pouco depois apaziguado pelo presidente da Comissão Processante, vereador Daniel Radaeli (PMDB), que mandou cortar os microfones.

As perguntas passaram a ser feitas a Radaeli e não mais diretamente ao radialista pelo prefeito. Os outros integrantes da Comissão, Márcio do Flórida (PDT), relator, e o terceiro membro, Cordeiro (PSB), também fizeram perguntas relativas à contratação do ICV (Instituto Ciências da Vida) pela Prefeitura.

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O depoente seguinte foi o funcionário público Paulo Dimas, que também fez representação pedindo a abertura da Comissão Processante. Ele respondeu aos questionamentos da defesa e também do próprio prefeito, assim como dos vereadores.

Foi ouvido depois o empresário Silson Ribeiro, terceiro autor de representação pela abertura da Comissão Processante. Afirmou que sua motivação foi a morte de sua filha, Luara Pietro, em 2014, após atendimentos na rede pública de saúde.

A seguir, foram ouvidos o médico da rede pública, Vínio Cintra, e a secretária de Finanças do município, Neide Lopes. No período da tarde, foram ouvidas outras quatro testemunhas arroladas pela comissão, que foram a médica Cláudia Poubel, o funcionário público Ricardo Veríssimo, o diretor do Cremesp em Franca, Ulysses Martins Miniccucci, e a ex-secretária de Saúde de Franca, Rosane Moscardini.

Os mesmos horários serão seguidos na quinta-feira (23), ou seja, a partir das oito horas da manhã, sem hora para terminar. São aguardadas outras onze testemunhas, todas arroladas pela defesa do prefeito Alexandre Ferreira, que também deverá depor aos vereadores membros da comissão. Serão ouvidos: 

– Roseli Aparecida Oliveira Lopes (servidora pública municipal)

– Rosemary Vilela (servidora pública municipal)

– Lucas Eduardo de Souza (servidor público municipal)

– Marcelo Henrique do Nascimento (servidor público municipal)

– Miziara Flávia Assad (servidora pública municipal)

– Sérgio Gerbasi (servidor público municipal)

– Hélio de Moura (servidor público municipal)

– Joviano Mendes (Procurador Municipal)

– Jerônimo Sérgio Pinto (servidor público municipal)

– Jasminor Gomes (servidor público municipal)

– Alexandre Augusto Ferreira (servidor público municipal).

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região