O Brasil, que foi pioneiro na descoberta dos efeitos da zika, agora quer contribuir para a prevenção da doença. Começam ainda neste mês de janeiro os testes da vacina contra o vírus.
O vírus da zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo que transmite dengue, febre amarela e chikungunya. E é nesta época de calor que o perigo aumenta, porque o mosquito se reproduz mais rápido.
Em Belo Horizonte, o Hospital das Clínicas está recrutando voluntários para testar uma vacina que pode proteger contra a doença. A vacina está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, paga pelo governo americano, e vai ser testada em 21 centros de pesquisas no mundo que participam da força-tarefa, como o do Hospital das Clínicas.
Os candidatos têm de ter entre 15 e 35 anos e boa saúde. As mulheres não poderão engravidar por dois anos, que é o tempo em que os voluntários terão acompanhamento médico. “Eles vão fazer tanto exames médicos como exames físicos, coleta da história médica e exames laboratoriais, exames de segurança, que são exames de monitoramento do fígado e do rim”, explica a pesquisadora-chefe do projeto, Flávia Andrade.




