O ministro do ambiente do Peru, Manuel Pulgar Vidal, abriu na manhã desta segunda-feira (30) a primeira sessão da COP21, a cúpula do clima de Paris. Em seu discurso, o ministro, que representa o país onde a COP foi realizada no ano passado, agradeceu aos franceses por terem mantido a realização do encontro diante das adversidades.
Cerca de 150 chefes de estado já estão no centro de conveções de Le Bourget, ao norte de Paris, onde é realizado o encontro. O governo francês reforçou o policiamento em hotéis, aeroportos e fechou diversas ruas na cidade para circulação de autoridades.
“É o maior encontro já feito com chefes de estado em um dia sob um único teto”, afirmou a secretária-executiva da Convenção do Clima da ONU, Christiana Figueres. “E quem falou que o clima não está na agenda política”.
Figueres recebeu nesta manhã o presidente da França, François Hollande, que será anfitrião na sessão de chefes de Estado.
A presidente Dilma Roussef deve falar na primeira hora de pronunciamentos e depois integra um encontro onde ocorrerá uma declaração multilateral sobre proteção de florestas.
O objetivo do acordo a ser assinado em Paris é criar uma política comum de redução na emissão de gases do efeito estufa que impeça um acréscimo superior a 2 graus Celsius na temperatura média de superfície, em relação aos níveis pré-Revolução Industrial. Esse é o limite considerado “perigoso” pela ONU.
O ponto de partida para o acordo serão as promessas de desaceleração na emissão de gases-estufa que países fizeram no último ano. Chamadas de INDCs (Contribuições Pretendidas Nacionalmente Determinadas), elas indicam o que países estão dispostos a fazer até 2030.



