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Trabalhadores da Saúde rejeitam proposta patronal e decretam Estado de Greve

Reunida em Assembleia categoria decidiu dizer não à proposta de 10% escalonados

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Assembleia dos trabalhadores da Saúde decide rejeitar proposta patronal

O Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Franca e Região – Sinsaúde – reunido em Assembleia no final da tarde desta quarta-feira (29) discutiu as contrapropostas patronais para a negociação salarial 2016-2017 da categoria.

Foram discutidas as propostas do Sindhosfil – Sindicato das Santa Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos de Ribeirão Preto e Região (que abrange as Santas Casas de Franca e região, além do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec, também de Franca) e do Sindhosp – Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clinica e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de SP.

As propostas patronais – por sinal idênticas – (veja abaixo) foram rejeitadas na Assembleia da tarde desta quarta-feira. A categoria decidiu não só rejeitar as contrapropostas como também decretar o Estado de Greve.

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Como medida complementar à decisão, ficou definido pelos trabalhadores que foi solicitado, de imediato, a realização de uma Mesa Redonda no Ministério do Trabalho em Franca, já marcada para o próximo dia 06/04 (às 14h) quando, com a mediação, espera-se ao menos a melhoria da proposta patronal.

O Sinsaúde também anunciou ontem, após a assembleia dos trabalhadores, que oficiará ao Ministério Público do Trabalho – MTP – em Ribeirão Preto, esclarecendo o andamento das negociações e pedindo intervenção e mediação na Convenção Coletiva da categoria.

Propostas

As propostas patronais do Sindhosfil e do Sindhosp não atenderam ao pedido do Sinsaúde que representa os trabalhadores de Franca e mais 17 cidades.

As duas entidades patronais ofertaram 10% de reajuste (menor que o INPC do IBGE que foi de 11,08%), assim mesmo de forma escalonada, divididos em três parcelas:

  • 5% de reajuste referente aos meses de março, abril e maio (sobre salários de fevereiro).
  • 7,5% dos meses de junho, julho e agosto, sobre os salários de fevereiro.
  • 10% de reajuste a partir de setembro, incidindo sobre os salários de fevereiro.

 Os pisos salariais da categoria também seriam reajustados na mesma proporção das propostas patronais (também divididos em três vezes), o que também acabou por ser rejeitado pela assembleia dos trabalhadores.

O Sinsaúde de Franca, além dos estabelecimentos de saúde de Franca também representa os trabalhadores de outras 17 cidades: Aramina, Buritizal, Cristais Paulista, Guará, Igarapava, Itirapuã, Ituverava, Jeriquara, Miguelópolis, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Rifaina, Ribeirão Corrente, Ipuã, São José da Bela Vista e Usina Junqueira (Igarapava).

Cesar Colleti

O que acontece e como acontece em Franca e região