Durante o ciclo da vida, a
alimentação e a atividade física estão entre os principais fatores responsáveis
pela promoção e manutenção da saúde. Assim, sabemos que as características da
dieta podem determinar não somente o bem-estar do indivíduo, mas também
influenciar o desenvolvimento de doenças crônicas, como obesidade, problemas
cardiovasculares, diabetes e câncer. Uma alimentação adequada, quer seja em
quantidade quer seja em qualidade, permite ao organismo obter a energia e os
nutrientes necessários para o desempenho de suas funções e um bom estado geral.
Nas últimas décadas, países da
Ásia, do norte da África e da América Latina, inclusive o Brasil, vêm passando
por importantes mudanças sociais, econômicas e demográficas que se refletem no
perfil nutricional de suas populações. A esse conjunto de transformações que
impactam na dieta e na saúde dá-se o nome de transição nutricional.
Esse fenômeno tem como
característica básica o aumento da presença de alguns tipos de alimento e
nutriente, caso de açúcares, gorduras e alimentos refinados, além de uma
acentuada redução no consumo de fibras e carboidratos complexos – quadro que,
no geral, está associado ao aumento no risco de sobrepeso, obesidade e doenças
cardiovasculares.
No Brasil, uma das características
marcantes desse processo é o antagonismo entre uma situação anterior de
desnutrição e a tendência atual à obesidade. Os dados epidemiológicos
demonstram redução na taxa de desnutridos, principalmente crianças, e aumento
na prevalência de excesso de peso na população brasileira.




