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Tributarista explica que deflação negativa no país necessita de muita cautela

Brasil teve 1ª inflação negativa em 11 anos, mas nem sempre queda de preço é "sinal verde" para compras

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Tributarista João Lanzoni na Marins Consultoria (Foto: Rafael Cautella)

A
queda nos preços dos alimentos, combustíveis e energia elétrica em junho fez o
Brasil ter sua primeira deflação em 11 anos. O IPCA, índice de inflação,
regrediu 0,23% no mês, mais do que o recuo de 0,17% esperado por economistas.
Em julho essa deflação fechou com variação negativa de 0,18. Esse movimento de
deflação não acontecia desde junho de
2006.          

Alimentação
e bebidas e transportes são responsáveis por quase metade das despesas do
brasileiro, e tiveram queda no índice de julho de 0,55% e 0,64%,
respectivamente.

O
grupo dos alimentos, que tem participação de 25% nas despesas das famílias,
teve a maior queda de 0,14%. Os preços da maioria dos produtos ficaram mais
baixos nos meses de junho e julho, com destaque para a batata-inglesa
(-19,07%), o tomate (-8,48%) e as frutas (-4%). 

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Apesar
do cenário parecer positivo para compras, é necessário ter cautela. “Em meio à
crise que o país enfrenta, a deflação aparenta ser uma notícia muito boa, visto
que o quadro é promissor em médio prazo. No entanto, todo cuidado é pouco, pois
grandes dívidas podem ser adquiridas”, comenta João Lanzoni, gerente tributário
da Marins Consultoria.    

O
tributarista ainda explica que apesar da queda, no acumulado a inflação pode
flutuar muito até o final do ano, principalmente com o aumento de tributos
implementado pelo governo e a sua dificuldade de fechar o orçamento.

Os
economistas acreditam que a inflação não voltará a ficar negativa, mas tende a
ficar próxima ao zero, registrando variações positivas na faixa de 0,2% a 0,3%.
“É importante esperar a nossa economia estabilizar, ainda estamos em um cenário
muito instável, passando por mudanças drásticas”, esclarece Lanzoni.

Sinal verde para comprar?
       

Na
verdade sinal amarelo! Segundo o tributarista João Lanzoni mesmo estando em um
momento deflacionário é importante ficar atento. Com a diminuição de alguns
preços é indispensável fazer um planejamento dos gastos, anotando tudo o que
entra e também, é claro, o que sai.     

“Outra coisa importante é não assumir dívidas grandes, por exemplo, não
parcelar aquela TV última geração em 12 vezes. Por isso é importante evitar o
uso do cartão de crédito, dê férias a ele”,
acrescenta.           

Lanzoni ainda acredita que o uso de aplicativos de finanças pode ser uma saída
inteligente para quem tem dificuldade em controlar os gastos. “É interessante a
utilização de apps que te ajude na organização orçamentária, um exemplo é o Mobills, que é bastante
eficiente e permite troca de informações com outros usuários”, comenta.
         
Para o consultor, a tarefa de poupar pode parecer muitas vezes difícil, mas,
com um pouco de informação e disposição, esse esforço e dificuldade pode se
transformar em uma grande alegria e satisfação futura. 

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