Uma articulação entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Exército, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal pretende combater as chamadas “fake news” na internet no ano que vem, quando se desenha uma dura campanha pela Presidência da República.
O plano tem como objetivo evitar o impacto negativo da divulgação de notícias falsas durante o processo eleitoral, levando em conta o que ocorreu nos Estados Unidos em 2016, que culminou com a eleição de Donald Trump, e na França, este ano, em meio à campanha de Emmanuel Macron. Nos dois países, as “fake news” ajudaram a confundir o eleitorado e a tumultuar o processo.
O termo “fake news”, surgiu, inclusive, durante a campanha americana, quando 150 sites em inglês, mas hospedados na Macedônia, foram usados para noticiar manchetes contra Hillary Clinton com teor difamatório. Eles afirmavam que a candidata democrata era satanista e estaria envolvida em pedofilia. Na França, foi a candidata derrotada Marine Le Pen que usou o método de ataque contra o rival, Macron, acusado de sonegar impostos.
No Brasil, as eleições presidenciais de 2014 já sofreram com as falsas notícias. Um dos casos envolvia o boato do fim do Bolsa Família, atingindo a então presidente Dilma Rousseff (PT), ao levar centenas de beneficiários a agências da Caixa Econômica. Na época, a Polícia Federal concluiu que o boato foi espontâneo e não houve como afirmar se uma pessoa ou um grupo estaria por trás.




