Hoje atendi uma paciente cujo caso resolvi compartilhar aqui no Blog. Vou chamá-la de Ana.
Ana foi mordida por um gato, há 40 dias, no dorso da mão, fazendo uma ferida grande o bastante para ter que ir ao Pronto Socorro costurar. Segundo ela, seu gatinho é bem manso, dos mais comportados, não sai de casa de jeito nenhum, vacinado, limpinho, bem cuidado. Porém, nesse dia ele resolveu dar uma escapulida e foi conhecer a vizinhança. Voltou acompanhado de outro bichano e de repente os dois começaram a brigar. Ao tentar apartar a briga Ana levou uma mordida do seu próprio felino – o bonzinho e vacinado e deu no que deu – machucado, sangue, Pronto Socorro, stress, sutura, benzetacil.
Lógico que a minha vontade era dizer que em briga de gatos, humano nenhum não deve entrar, porque é liquido e certo que vai acabar machucado…
Ana é daquelas pessoas muito leiga dos assuntos médicos e muito preocupada. Depois de olhar no Google os problemas que uma mordida de gato pode causar, e as fotos horríveis que geralmente as pessoas costumam colocar, sua imaginação criou asas enormes e ela se deixou levar. Contou que conforme cicatrizava ela ia ficando pior, com medo do que poderia estar acontecendo por dentro do machucado e imaginando que as “bactérias causadoras de necrose” fizessem ela perder a mão.




