No sábado da semana passada, um manifesto assinado por dez dos 15 vereadores francanos agitou o meio político de Franca. A carta dava prazo de 15 dias para que o prefeito Gilson de Souza (DEM) pagasse as emendas positivas do ano passado para as entidades assistenciais da cidade.
Mas uma semana se passou e nada mudou. O prefeito permanece alegando que as entidades não preenchem tudo que se exige na Lei Federal 13.019 e não podem receber os recursos da Prefeitura.
Paralelamente a isso, as instituições seguem em dificuldades para manter os trabalhos assistenciais oferecidos à população francana e muitas podem, inclusive, fechar as portas por falta de dinheiro para tocar seus projetos e planos de trabalho.
Outro fato que acontece simultaneamente ao prazo, que se esgota na próxima sexta-feira, é a abertura de uma Comissão Processante para analisar denúncias de omissão na fiscalização de ambulantes, com a consequente perda de receitas para o município, e de favorecimento de uma construtora para a realização de empreendimentos imobiliários particulares.
Como já existe uma comissão aberta, a ameaça da Câmara pode ter se esvaziado, uma vez que, dificilmente, os vereadores vão instaurar duas CPs simultaneamente, já que esta seria a retaliação mais realizável pelo Legislativo em face do não pagamento pelas impositivas por parte do prefeito Gilson de Souza.



