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Unilever, gigante mundial, ameaça cortar anúncios de Facebook e Google

Para empresa, plataformas digitais não têm feito o suficiente para policiar conteúdo ofensivo e prejudicial

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A Unilever, uma das maiores anunciantes do mundo, ameaçou deixar de
investir em publicidade em plataformas digitais. Para a companhia, Facebook e
Google não estariam fazendo o suficiente para policiar conteúdo extremista e
ilegal que cria divisões na sociedade e deixa as crianças desprotegidas.

Na noite da última segunda-feira, 12 de fevereiro, Keith Weed, diretor
de marketing da empresa, durante anúncio, afirmou que a Unilever quer fazer,
daqui para frente, parcerias e investimento apenas com plataformas
responsáveis.

No discurso, a Weed delineou três ações para melhorar a transparência e
a confiança dos consumidores no mundo online: plataformas, conteúdo e
infraestrutura responsáveis. “Eu acho que precisamos redefinir o que é um
negócio responsável na era digital, porque, por tudo o que as empresas de
tecnologia estão fazendo, há algumas consequências não desejadas que agora
precisam ser abordadas e priorizaremos nosso investimento para ajudar a
concentrar isso.”

O diretor de marketing também
disse que Unilever está empenhada em enfrentar os estereótipos de gênero na
publicidade.

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Desculpa da Dove

Recentemente,
a marca de cosméticos Dove, propriedade da gigante holandesa Unilever, pediu
desculpas após a difusão online de um anúncio que gerou milhares de acusações
de racismo. “Em uma imagem publicada esta semana, erramos ao representar
as mulheres de cor, e lamentamos profundamente os danos causados”,
declarou a marca em uma mensagem publicada nas redes sociais Facebook e
Twitter.

Na propaganda em questão, um
anúncio de três segundos para um sabão líquido, uma mulher negra tira uma
camiseta para revelar uma mulher branca, que remove sua camiseta e revela uma
terceira mulher.

O vídeo, originalmente transmitido na página
Facebook da Dove Estados Unidos e subsequentemente suprimido, foi amplamente
denunciado pelos internautas em todo o mundo.

Cesar Colleti

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