O governo Michel Temer vê no leilão das usinas da Cemig seu maior teste para levar a cabo a venda da Eletrobras e ao menos duas subsidiárias, Furnas e Chesf, em razão da resistência política que vem sofrendo de parlamentares que não concordam com as desestatizações, disseram dois auxiliares presidenciais a par das discussões.
“Iremos até as últimas consequências para impedir a privatização de Furnas e da Cemig, vamos tentar inviabilizar judicialmente, politicamente e militarmente”, disse à Bloomberg o deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG).
Segundo estes auxiliares, se o governo ceder à bancada de Minas Gerais e desistir de leiloar as quatro hidrelétricas que tiveram seus contratos expirados (Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande), ficará refém das exigências dos mesmos parlamentares que não querem a venda das subsidiárias da Eletrobras.
Mais complexo do que privatizar a gigante estatal do setor elétrico, segundo uma fonte do governo, é mexer em Furnas e Chesf, loteadas há décadas por uma gama suprapartidária composta principalmente do PMDB, PSDB e PP.




