Mostrar para a sociedade que o fogo não está mais atrelado à cana, passou a ser mais uma tarefa para o setor sucroenergéticoNa safra 2016/17, no estado de São Paulo, quase 95% da cana foi colhida sem o emprego do fogo.
Mesmo assim, toda vez que se registra fogo no canavial, a maioria das pessoas, imprensa e até a polícia ambiental, creditam a autoria do incêndio às usinas e produtores rurais.Mostrar para a sociedade que o fogo não está mais atrelado à cana, passou a ser mais uma tarefa para o setor sucroenergético.
O Protocolo Agroambiental, firmado entre o governo do estado de São Paulo, a Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar) e os produtores de cana, em 2007, teve papel fundamental nesse processo, uma vez que estabeleceu 2014 como prazo máximo para as usinas e produtores signatários extinguir a queima para a colheita de cana nas áreas mecanizáveis. Já nas áreas não mecanizáveis, o Protocolo estabelece como prazo final o ano de 2017.
Mas o fim da queima da palha da cana, que é diferente de incêndio, deixa no canavial um colchão de palha, ambiente perfeito para a propagação de incêndios. Essa condição tem levado o setor sucroenergético a investir mais em suas brigadas de incêndio, do que quando realizada a queima da cana.




