Um estudo de
pesquisadores do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de
Biociências da Universidade de São Paulo e do Instituto de Pesquisas
Veterinárias Desidério Finamor, em Eldorado do Sul (RS), identificou mecanismos
de resistência do carrapato bovino à ação da ivermectina, uma das drogas mais
usadas no combate às infestações por carrapato.
A pesquisa foi feita
com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
De acordo com a pesquisadora Tatiana Teixeira Torres, vários
mecanismos podem estar envolvidos na resistência do no carrapato bovino à
ivermectina, incluindo a capacidade fisiológica de desintoxicar ou tolerar
substâncias tóxicas. Os mecanismos metabólicos da desintoxicação são mediados
por famílias de enzimas e também por proteínas específicas, escolhidos pelo
processo da seleção natural, disse Tatiana.
O trabalho mostrou que os carrapatos que não contavam com a ação
de tais enzimas e proteínas morriam em presença da ivermectina. Já aqueles que
produziram essas substâncias sobreviveram e produziram mais descendentes, que
acabaram por formar as linhagens resistentes. A meta do estudo foi identificar
quais proteínas teriam papel predominante na desintoxicação da ivermectina em
uma linhagem multirresistente do carrapato bovino.




