Os mutuários
voltarão a poder financiar imóveis de valor mais alto com recursos do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou
para R$ 1,5 milhão o teto de valor das unidades que podem ser adquiridas por
meio do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que empresta dinheiro com
recursos do FGTS com juros menores que as taxas de mercado.
O novo teto vai beneficiar todas as regiões do país e valerá
para o financiamento de imóveis residenciais novos contratados a partir de 1º
de janeiro de 2019. Concedidos com recursos do FGTS e da poupança, os
financiamentos do SFH cobram juros de até 12% ao ano. Acima desses valores,
valem as normas do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), com taxas mais altas e
definidas livremente pelo mercado.
Flexibilização
Além de elevar o teto dos financiamentos com recursos do Fundo
de Garantia, o CMN flexibilizou a parcela que os bancos são obrigados a aplicar
em crédito imobiliário. Até agora, os bancos precisavam destinar 65% dos
recursos da poupança para o financiamento de imóveis, dos quais 80% (o
equivalente a 52% dos depósitos na caderneta) deveriam ser empregados no SFH.




